| 1 x de R$89,90 sem juros | Total R$89,90 | |
| 2 x de R$52,43 | Total R$104,87 | |
| 3 x de R$35,14 | Total R$105,42 | |
| 4 x de R$26,71 | Total R$106,87 | |
| 5 x de R$21,54 | Total R$107,70 | |
| 6 x de R$18,03 | Total R$108,19 | |
| 7 x de R$15,52 | Total R$108,64 | |
| 8 x de R$13,62 | Total R$108,98 | |
| 9 x de R$12,14 | Total R$109,31 | |
| 10 x de R$10,98 | Total R$109,89 | |
| 11 x de R$10,04 | Total R$110,48 | |
| 12 x de R$9,24 | Total R$110,97 |
| 1 x de R$89,90 sem juros | Total R$89,90 | |
| 2 x de R$49,28 | Total R$98,57 | |
| 3 x de R$33,33 | Total R$100,00 | |
| 4 x de R$25,02 | Total R$100,11 | |
| 5 x de R$20,55 | Total R$102,76 | |
| 6 x de R$17,12 | Total R$102,77 | |
| 7 x de R$14,99 | Total R$104,93 | |
| 8 x de R$13,11 | Total R$104,94 | |
| 9 x de R$11,95 | Total R$107,60 | |
| 10 x de R$10,84 | Total R$108,46 | |
| 11 x de R$9,86 | Total R$108,47 | |
| 12 x de R$9,14 | Total R$109,78 |
O delírio antropofágico em sua potência máxima, o caos urbano transformado em ópera pop subterrânea e a explosão de deboche que implodiu as convenções da tela. Em Sem Essa, Aranha, o mestre Rogério Sganzerla assina uma das obras mais radicais, febris e iconoclastas do Cinema Marginal brasileiro. Filmado na efervescência da mítica produtora Belair, o longa abandona qualquer linearidade para lançar o espectador em uma colagem alucinada de esquetes onde o Aranha, um milionário excêntrico e decadente interpretado de forma catártica por Jorge Loredo, encarna a elite predatória e ridícula de um país mergulhado no subdesenvolvimento e no absurdo.
Esta estampa é um tributo à linguagem de transe e guerrilha que define a assinatura visceral de Sganzerla. A peça celebra os planos-sequência frenéticos que cruzam as ruas do Rio de Janeiro e os morros cariocas, embalados por uma trilha sonora caleidoscópica que funde os gritos expressionistas de Helena Ignez ao samba tradicional e à música de vanguarda. Para o cinéfilo fascinado pela contracultura nacional, pelo cinema underground que transformou a escassez de recursos em pura subversão estética e pela crueza de uma obra que usa a gargalhada desesperada como arma política, esta peça é um manifesto artístico obrigatório. Vista a audácia de um clássico maldito que provou que, quando a realidade sufoca, a única saída é a radicalidade da arte.
