| 1 x de R$89,90 sem juros | Total R$89,90 | |
| 2 x de R$52,43 | Total R$104,87 | |
| 3 x de R$35,14 | Total R$105,42 | |
| 4 x de R$26,71 | Total R$106,87 | |
| 5 x de R$21,54 | Total R$107,70 | |
| 6 x de R$18,03 | Total R$108,19 | |
| 7 x de R$15,52 | Total R$108,64 | |
| 8 x de R$13,62 | Total R$108,98 | |
| 9 x de R$12,14 | Total R$109,31 | |
| 10 x de R$10,98 | Total R$109,89 | |
| 11 x de R$10,04 | Total R$110,48 | |
| 12 x de R$9,24 | Total R$110,97 |
| 1 x de R$89,90 sem juros | Total R$89,90 | |
| 2 x de R$49,28 | Total R$98,57 | |
| 3 x de R$33,33 | Total R$100,00 | |
| 4 x de R$25,02 | Total R$100,11 | |
| 5 x de R$20,55 | Total R$102,76 | |
| 6 x de R$17,12 | Total R$102,77 | |
| 7 x de R$14,99 | Total R$104,93 | |
| 8 x de R$13,11 | Total R$104,94 | |
| 9 x de R$11,95 | Total R$107,60 | |
| 10 x de R$10,84 | Total R$108,46 | |
| 11 x de R$9,86 | Total R$108,47 | |
| 12 x de R$9,14 | Total R$109,78 |
O compasso hipnótico do tempo, a dança fúnebre de uma civilização em ruínas e a experiência cinematográfica mais radical, monumental e transcendental do cinema moderno. Em Sátántangó, o mestre húngaro Béla Tarr sintoniza uma odisseia de proporções bíblicas e niilistas sobre a decadência humana. Ambientada em uma fazenda coletiva falida e isolada da Hungria, a narrativa acompanha um grupo de moradores decadentes que, cercados pela lama, pela chuva perpétua e pelo tédio existencial, veem suas esperanças ressurgirem com o retorno do magnético e manipulador Irimiás, um homem que todos acreditavam estar morto, mas que ressurge como um falso messias promissor ou, talvez, o próprio diabo.
Esta estampa é um tributo ao rigor estético intransigente e à beleza melancólica que definem a assinatura visual do filme, imortalizado por uma estrutura literária baseada nos passos do tango e por planos-sequência colossais e coreografados que esticam o tempo até o limite do transe. A peça celebra a extraordinária fotografia em preto e branco de alto contraste, onde a poeira, o vento cortante e os rostos esculpidos pela miséria ganham a dignidade de uma pintura sacra profana. Para o cinéfilo devoto de olhar paciente e analítico, que reconhece em Sátántangó o ápice do cinema de vanguarda e a desconstrução absoluta da percepção temporal, esta peça é um manifesto artístico de culto supremo. Vista o peso de uma obra-prima que provou que, quando a música começa, todos somos obrigados a dançar até o fim do mundo.
