| 1 x de R$94,90 sem juros | Total R$94,90 | |
| 2 x de R$55,35 | Total R$110,70 | |
| 3 x de R$37,09 | Total R$111,28 | |
| 4 x de R$28,20 | Total R$112,82 | |
| 5 x de R$22,73 | Total R$113,69 | |
| 6 x de R$19,03 | Total R$114,20 | |
| 7 x de R$16,38 | Total R$114,69 | |
| 8 x de R$14,38 | Total R$115,04 | |
| 9 x de R$12,82 | Total R$115,39 | |
| 10 x de R$11,60 | Total R$116,01 | |
| 11 x de R$10,60 | Total R$116,62 | |
| 12 x de R$9,76 | Total R$117,14 |
| 1 x de R$94,90 sem juros | Total R$94,90 | |
| 2 x de R$52,02 | Total R$104,05 | |
| 3 x de R$35,18 | Total R$105,56 | |
| 4 x de R$26,42 | Total R$105,68 | |
| 5 x de R$21,69 | Total R$108,48 | |
| 6 x de R$18,08 | Total R$108,49 | |
| 7 x de R$15,82 | Total R$110,77 | |
| 8 x de R$13,84 | Total R$110,78 | |
| 9 x de R$12,62 | Total R$113,59 | |
| 10 x de R$11,45 | Total R$114,50 | |
| 11 x de R$10,41 | Total R$114,51 | |
| 12 x de R$9,65 | Total R$115,88 |
A engrenagem implacável do desenvolvimentismo, o vazio existencial moldado pelo concreto e o clássico definitivo que radiografou o nascimento da metrópole industrial brasileira. Em São Paulo, Sociedade Anônima, o mestre Luis Sérgio Person arquiteta um drama urbano seco, realista e profundamente claustrofóbico. Acompanhe a jornada de Carlos, um jovem de classe média que, no final dos anos 50, ingressa na efervescente indústria automobilística paulistana e se vê rapidamente engolido pela rotina alienante das fábricas, pelas pressões pelo sucesso financeiro e pelas amarras de um casamento burguês convencional.
O filme é um tratado brilhante sobre o desespero de se tornar apenas uma peça na máquina do progresso capitalista, onde a velocidade da cidade contrasta com a paralisia emocional de seus habitantes. Através de uma montagem expressionista, uma fotografia em tons de cinza que sufoca o espectador e o uso cirúrgico dos ruídos urbanos, a produção captura o exílio interior do homem moderno em meio ao caos da urbanização forçada. É a anatomia da crise de identidade, onde a fuga do sistema parece tão impossível quanto resistir ao crescimento sufocante da própria cidade. Não adianta correr, Carlos. A cidade sempre chega antes.
